Marina Silva, o nome da
renovação. Bom, isso era o que se imaginava em 2010, quando a ex- ministra e
senadora deixou o PT e se lançou em uma vida política “livre”. Ensaiou uma
possível ida ao palácio do Planalto, mas perdeu para Dilma nas urnas. Marina hoje incomoda, mas ainda está em busca
do que ela mesma afirma ser o “novo”. Ela, com o seu discurso: “vamos salvar o
planeta, vamos salvar o mundo”, ganhou eleitores e adeptos dessa nova forma de
fazer política. Recentemente tentou legalizar o seu partido, Rede
Sustentabilidade. Bateu o pé, gritou, fez bico, mas não adiantou. O Tribunal
Superior Eleitoral, disse um não tão sonoro quanto o de um pai. Ela então
resolveu, nos 44 do segundo tempo, se juntar a Eduardo Campos, do PSB e
governador de Pernambuco. Mesmo agora, filiada, Marina tenta colocar suas
manguinhas pra fora e ganhar espaço. Diria até que ela está se portando como
José Serra, que ser presidente a todo custo.
Mas e a rede, afunda?Quando esteve no Roda Viva,
programa exibido pela TV Cultura, ela
fez um discurso inflamado, mas falou, falou e não disse nada. Disse que seu
partido não seria nem de esquerda, nem de direita, mas afinal Marina, de que
lado você está? Agora, acho que tudo ficou claro. O novo, apenas serviu para
“pescar” aqueles que acreditavam que aquela moça de história fantástica
renovaria a política, mas não. Ela apenas tem a velha cara da política
nacional.Hoje, em um evento fechado
comando pelo banco Credit Suisse, Marina fez duras críticas a política
econômica e fiscal. Defendendo uma política mais liberal, com câmbio flutuante,
um claro exemplo do neoliberalismo que já te vimos por aqui.
Marina, de que lado você está?Diria que ela, agora, perdeu
sua identidade, se um dia a teve. Pois antes de se lançar em sua nova
empreitada política, era membro do PT, mas agora, está cuspindo no prato em que
comeu e parece muito bem com isso. É fácil esquecer-se do passado,
principalmente quando se ganha dinheiro e status. No cenário político atual,
Marina tem cerca de 21% das intenções de voto. Uma quantidade expressiva. Mas
tem ainda um patrocínio irrisório, de um dos maiores bancos do país, o Itaú.
Mas e aí, Marina, se vendeu?